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Empresas de Taxi Aereo demonstram que querem e precisam de novas normas, conforme matéria que publicou no jornal O POPULAR em seu caderno de Economia, que segue em anexo.

 Goiânia, 29 de junho de 2010
CADERNO ECONOMIA pag. 19
Aviação
Táxis aéreos querem novas normas
Sônia Ferreira
As empresas de táxis aéreos que atuam em todo o Brasil, notadamente nas Regiões Centro e Norte, estão encolhendo e enfrentam o risco de entrar em colapso devido ao excesso de normas para funcionarem, iguais às aplicadas para as grandes companhias de aviação, e da burocracia para a contratação de mão-de-obra, principalmente de pilotos.
O alerta foi feito ontem em Goiânia pelo presidente da recém-criada Associação Brasileira de Táxis Aéreos (ABTAer), Milton Arantes Costa. Representantes de mais de 20 empresas do setor, de nove Estados, se reuniram na capital, durante todo o dia, para criar a associação, eleger seus dirigentes e definir as linhas de atuação da entidade.
Segundo Milton Costa, desde que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) adotou as mudanças na legislação da aviação civil, sem ouvir o setor, está ocorrendo estrangulamento nas empresas de táxis aéreos em todo o Brasil. Ele lembra que para as empresas contratarem um piloto, mesmo que seja habilitado, como é obrigatório, esse profissional precisa passar por um treinamento de no mínimo três meses, e depois ser checado pela própria Anac. Isso também pode demorar vários meses, porque a agência não tem tantos profissionais disponíveis para atender a demanda do mercado.
"As empresas já enfrentam problemas com a falta de pilotos, apesar deles existirem no mercado, dificuldades de adotar as normas da Anac, por falta de padronização, e de comunicação com o órgão", lamenta o presidente da ABTAer.
Encolhimento
O diretor da entidade, Georges Ferreira, lembra que há uma década existiam mais de 400 empresas de táxis aéreos no Brasil. Atualmente são apenas 193, das quais 8 em Goiás, que reúnem cerca de 1,5 mil aeronaves e gera 30 mil empregos diretos e indiretos, todos especializados.

A pretensão da primeira diretoria da ABTAer é abrir um canal de comunicação com os órgãos que regulamentam a aviação civil no Brasil, com os governo federal e estaduais, com os políticos e com a sociedade em geral. É meta também da entidade tentar convencer a Anac a instalar pontos de apoio nas diversas regiões do País, sobretudo no Centro-Oeste, Norte e Nordeste do Brasil, para dar mais apoio às empresas do setor.


 

 


FOTO DOS PROPRITARIOS DE EMPRESAS E AUTORIDADES

Fonte: RIMA/ABTAer.
Autor: GILBERTO


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